A notícia de que o PT de Lula está junto com o PP de Maluf, para disputar a prefeitura de São Paulo, deixou muita gente surpresa. Mas nem todos. A estratégia do PT segue coerente em aliar-se com o maior número de partidos possíveis para ganhar a eleição no principal colégio eleitoral do país. Segue coerente, pois se aliou nacionalmente ao PP para disputar a presidência da República. Só que em São Paulo, por azar dos petistas, tem um sujeito chamado Paulo Maluf, considerado, por muitos, como o típico político rouba-mas-faz.
Não há hipocrisia mais desvelada do que criticar essa composição PT-PP em São Paulo. Até mesmo porque o PP foi procurado por todos os partidos que tem candidato para a cidade. O PSDB de Serra, como é natural, minguada a tentativa de aliança com o PP de Maluf, já se envereda por caminho tanto quanto espinhoso, caso o PTB de Roberto Jefferson – esse mesmo, o único réu confesso do chamado Mensalão – aceite seguir junto com o tucano.
Pragmatismo, tempo de televisão, falta de ética e coerência; não vislumbramos para a Política brasileira, outro caminho no momento.
Diante de tal artifício, para angariar o poder, cabe mesmo perguntar por que o tempo de televisão não é o mesmo para todos? Alguém me responderia que ficaria muito tempo para a propaganda eleitoral, o que seria muito caro para as tevês. Mas ora, não é concessão pública? Faça-se prevalecer a Constituição. Pelo tempo que for preciso.
Acredito que, assim, acabaríamos em um só tempo com coligações esdrúxulas e o aparecimento de partidos de aluguel.

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