Há algum tempo, e não faz tanto tempo assim, a televisão causou espanto quando transmitiu o primeiro beijo da história da televisão. Um completo absurdo. A tevê dava passos para marcar terreno na tentativa de quebrar alguns tabus na sociedade brasileira.
O beijo foi dado e muitos outros se seguiram àquele, mais impetuosos e sensuais, e ateve procurou outros assuntos polêmicos para levantar a discussão no país. Vieram então outras questões sociais: preconceito por raça e por desigualdade econômica, mulheres que querem ter os filhos sem a constituição de família, as ditas mães solteiras, pais violentos, filhos mau-caráter, devido à má educação realizada pelos pais, estilo de vida radical dos adolescentes, envolvimento da juventude com os assuntos políticos do país, enfim, uma série de interrogações que a têve retirou da sociedade, para logo em seguida devolvê-la, mesmo que de forma caricata e muitas vezes superficial.
O assunto mais delicado e, porque não dizer, esperado por alguns telespectadores é o chamado 'beijo-gay'. Ora, e o que seria esse 'beijo-gay'? um beijo protagonizado por duas pessoas do mesmo sexo. Assombroso? Qual nada! Apesar de sempre trazer assuntos polêmicos o assunto está defasado nas ruas. Mas, incrível, é sempre mais desafiador apresentá-lo em cadeia nacional. Um beijo entre dois homens, ou duas mulheres, é a bola da vez que está criando expectativas nos telespectadores.
Mas sobram dúvidas nas cabeças das pessoas: a exposição do dito 'beijo-gay' poderia influenciar para a prática do homossexualismo? Os mais conservadores dizem que sim, que estimularia o filho, ou a filha, à prática homoafetivas. Outros são mais céticos, não concordam que a exposição na mídia seja substancial, a não ser que o discurso apareça como imperativo de algo que é bom e que todos devam seguir.
Pelo sim, ou pelo não, é cada vez mais freqüente vermos casais homossexuais nas nossas novelas. O perfil é sempre de garotos ou garotas de classe média baixa, muitas das vezes ainda confusos. Outros surgem de forma caricata: são aqueles gays espalhafatosos, como se sempre estivessem na estrada, encenando o filme 'Priscila A Rainha do Deserto'. Ou seja, bem diferente dos perfis encontrados na sociedade, como aqueles que são bem sucedidos, executivos de grandes empresas, bon vivant, enfim, aqueles que são bem resolvidos e que tem inclusive prestígio na sociedade.
Ainda temos muito a discutir sobre essa questão. Ainda somos bem pequenos quando o assunto é posto na mesa, ou melhor, na tela. Mas tudo indica que não poderemos mais contemporizar sem aprofundar a discussão.

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