Por Hamilton Sobreira
Advogado
25. O bom entendedor. "Saber argumentar foi outrora tido como a suprema arte. Hoje não basta. Temos de adivinhar, sobretudo nas questões que podem nos enganar. Não pode ser entendido aquele que não é bom entendedor. Há videntes do coração e linces das intenções. As verdades mais importantes exprimem sempre por meias palavras; só os atentos as compreendem totalmente. Nos assuntos que parecem favoráveis, puxe as rédeas de credulidade. Nos odiosos, use as esporas."
Não há somente argumentos, há táticas.
26. Descobrir o ponto fraco de cada um. "A arte de influenciar a vontade dos outros envolve mais habilidade que determinação. É preciso saber qual a porta de acesso. Cada vontade tem seu foco de interesse; varia de acordo com o gosto. Todos são idólatras: uns da estima, outros do dinheiro, e a maioria do prazer. A manha consiste em identificar os ídolos capazes de motivar indivíduos. É como possuir a chave do querer alheio. É preciso atingir a motivação básica, quem nem sempre consiste em algo elevado e importante. A maioria das vezes é mesmo muito baixo, porque no mundo existem mais desordenados do que disciplinados."
Primeiramente, avalie a índole; então toque no ponto fraco. Tente-o com objetivo de sua afeição e infalivelmente dará xeque mate no seu arbítrio.

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