domingo, 28 de outubro de 2007 0 comentários

E em França...

Dos três assuntos que dominavam a França quando eu saí de lá dois envolviam o Sarkozy — embora a oposição gostaria de culpá-lo pelo vexame nas finais da copa de rugby também. A greve dos transportes foi o primeiro enfrentamento do novo governo com os sindicatos e pôs fim à lua-de-mel. E o divórcio pedido pela Cecília pôs fim a um casamento que mal sobrevivera a um caso dela com outro homem. A oficialização do Sarkozy como marido enganado foi a única alegria que os socialistas franceses tiveram em muito tempo. Texto de Luíz Fernando Veríssimo enviado para o blog do Noblat
sábado, 27 de outubro de 2007 0 comentários

Um tributo a CPMF

Ora, ora , ora, e não é que os tucanos querem forçar a barra para a população de que são os baluartes da guerra contra a CPMF, e que só a aprovarão depois que o governo aceitar suas condições! A CPMF foi criada, como se sabe, no governo FHC de início como IPMF (imposto Provisório sobre Movimentação Financeira). Depois deixou de ser imposto para virar contribuição (um eufemismo na verdade!), com destinação de recursos para a área da saúde. Se eles criaram realmente para ser provisória fica a dúvida. Pensemos em uma situação: se caso o PSDB ganhe a próxima eleição, eles se dariam o luxo de fazer escapar de suas mãos uma receita que ultrapassa bilhões de reais? Os que realmente não querem a CPMF são os empresários, pelo simples fato de que é um imposto que não dá pra sonegar. Não tem aquele 'jeitinho' para escapar dele. É a eficiência da cobrança que desperta o ódio nos nossos empresários 'nacionalistas' que trabalham para a grandeza da nossa nação. E não é que agora me veio à cabeça os versos da música final do filme Macunaíma ( musica de Villa-Lobos): Glória aos homens que elevam a pátria.
sábado, 20 de outubro de 2007

Desligue a TV e ganhe esta guerra

As redes privadas de TV vivem do dinheiro que arrecadam dos anunciantes e patrocinadores. Como estão mais comprometidas com suas sobrevivências, as companhias fazem qualquer coisa para valorizar os intervalos comerciais. Assim, a qualidade da programação vem em segundo lugar.

A disputa entre Record e Globo não vai necessariamente beneficiar os telespectadores. Com ambas se engalfinhando por causa do pote de ouro no final do arco-íris, o resultado pode ser o inverso.

A fórmula do jornalismo 24 horas já é uma velha conhecida. O Ted Turner encantou o mundo ao criar a CNN, triunfou com a Guerra do Golfo, mas algum tempo depois seu império noticioso deixou de ser tão interessante.

É literalmente impossível sustentar uma programação jornalística só com novidades. Então as redes de TV que se dedicam exclusivamente ao jornalismo têm que requentar a mesma notícia várias vezes. E ao fazerem isto elas se tornam mais cansativas do que a internet.

Extraído do site Observátorio da Imprensa. Por Fábio de Oliveira Ribeiro em 16/10/2007

domingo, 14 de outubro de 2007 0 comentários

SOU EU

Serás tua própria testemunha do que vou te dizer hoje. Sou o EU, que de ti recebe todas as dores. Por que esqueces de mim quando rires? Mas em mim encosta teu ventre convulso quando soluças em pranto? Sou o EU, que com prazer e resignação sofre junto contigo Nesse teu calar angustiante e mesquinho. Sou o EU, que te recebe de braços abertos, para contigo somente Dar gritos de ‘melhor para nós’, quando só me caberia ser prudente. Vangloriava-me no passado, para que através de mim irradiasse de ti uma fortaleza. Hoje esquece-me e te acovardas no EU dos outros. Sou o EU, então que suporta toda a tua vergonha, humilhação e desrespeito para contigo. Sou o EU, que pede apenas um pouco de tua atenção. Pois equilibro teus temores e sonhos para que não enlouqueças. Por que procuras o EU dos outros para te fortalecer? Não precisas! Você não sabe o quão forte me tornei. Carrego dentro de mim marcas só comparada a flagelos antigos. Achas que eu não suporto uma perda de um ente querido? Morres junto com ele se pensas assim. Achas bem que eu não suporto frustrações profissionais? É o mais fácil, por ser tão fácil me aborrecerias com isso. Achas que não suporto até mesmo mediocridades romanceadas? O coração por ser o mais frágil, é justamente o que controlo com mais facilidade. Enfim, dou-te provas mais do que contundentes que se procuras o EU de outros. Para que possas te aliviar, consolar e aconselhar. É por que não mereces e nunca mereceu o EU que tens. Sou o EU do teu ser e da tua circunstância.
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Sobre o nome do blog

Bom, o nome do blog eu tirei de uma entrevista do jornalista William Waack para o programa Conexão Roberto D´Ávila. Como é um correspondente experiente em conflitos no Oriente, me chamou a atenção dentre suas inúmeras histórias, uma em que faz referência à segurança dos jornalistas em meio aos conflitos. Jornalistas para se identificarem, além das credenciais ou todo o equipamento que carregavam tinham estampado nas camisas a singela frase como um salvo conduto: Jornalista. Não atire! Peguei essa idéia e como pretendo que esse blog se transforme em um canal de discussão de todos os assuntos possíveis, fica a mensagem para futuros desafetos que encontrarmos nas ruas.
sábado, 13 de outubro de 2007 1 comentários

A primeira postagem a gente sempre esquece!

Este blog já nasce com duas missões bastante difíceis: ser melhor que o blog do noblat e pior que o da Bruna Sufistinha. O caminho é difícil no primeiro caso, porém o sucesso no segundo já está garantido. Mas sou otimista. Tentarei reunir intelectuais e estudantes de jornalismo em um ambiente para discursões e opiniões capazes de gerar, se não a renúncia do presidente Bush, pelo menos a do líder comunitário populista e oportunista do seu bairro.
 
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