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quinta-feira, 10 de maio de 2012 0 comentários

Oh, doutor, pelo menos uma boa notícia

No auge das investigações na CPI do Cachoeira, o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, que teve seu nome citado por não enviar investigações da Polícia Federal do Carlinhos Cachoeira e seus comparsas, feitas em setembro de 2009, pelo menos recebeu ótima notícia vinda da Câmara dos Deputados. É que passou pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, o aumento de R$ 26.723,13 para 32.147,90 do subsídio mensal pago pela União, ao procurador-geral da República. Agora só falta a Câmara votar. É caso de perguntar, com as recentes notícias sobre Roberto Gurgel, como vão explicar à população essa proposta de aumento? Vamos aguardar as notícias, se é que, diante de tanto escândalo, sobrará tempo para a imprensa, que também está preocupada em limpar sua própria imagem, perante a opinião pública, para dedicar algumas linhas ao caso. Na prática, o valor é o teto recentemente aprovado para todo o funcionalismo público de alto escalão.

 

sexta-feira, 8 de julho de 2011 0 comentários

Tesouro emite títulos com menor juro da história para estrangeiro

Por João Villaverde | Valor

 

O Tesouro acaba de divulgar a emissão de US$ 500 milhões em títulos com vencimento em janeiro de 2021. Pelos papeis, oferecidos aos investidores americanos e também no mercado europeu, o Tesouro pagará uma taxa de juros (yield) de 4,188% ao ano -- a menor já oferecida pelo governo brasileiro a investidores estrangeiros. O preço de emissão foi de 105,348% do valor de face, com cupom de juros de 4,875% ao ano. Outros US$ 50 milhões podem ser vendidos ao mercado asiático, que abre agora.

 

Trata-se da primeira emissão de títulos públicos brasileiros a estrangeiros em 2011, e a primeira após o país receber duas elevações de rating por parte de agências internacionais classificadoras de risco - a Fitch aumentou a nota brasileira em abril, e a Moody's há duas semanas. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, já admitira, na semana passada, que as condições externas estavam "muito propícias" à nova emissão do Tesouro - a última foi realizada em outubro de 2010, quando o governo vendeu R$ 1,1 bilhão para americanos, europeus e asiáticos, por um título denominado em reais, com vencimento em 2028, e juros de 8,85% ao ano.

 

A emissão do Tesouro é importante para empresas e bancos brasileiros. Ao oferecer ao mercado internacional papeis de longo prazo a juros cadentes a cada nova emissão - títulos em reais com vencimento em 2016 vendidos a estrangeiros em setembro de 2005 pagam juros de 12,75% ao ano -, o Tesouro acaba servindo de "benchmark" para agentes do país que querem fazer emissões de bônus e dívida no exterior. As operações do Tesouro, dizem analistas, há tempos perderam o perfil de "financiamento" do Estado. Hoje, as emissões servem para "abrir espaço" para agentes privados emitirem papeis com prazos mais longos e juros menores.

sexta-feira, 25 de março de 2011 0 comentários

Os trunfos e as fraquezas de cada um dos nomes cotados para assumir o comando da maior mineradora de ferro do mundo

O presidente da Vale, Roger Agnelli, está sob fogo cruzado do governo há quase um ano. O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva já queria vê-lo fora do cargo. Dilma Rousseff esperou alguns meses depois de sua posse e voltou à carga. Imediatamente, abriu-se a bolsa de apostas com os nomes que podem assumir o comando da mineradora. O Bradesco, responsável pela indicação de Agnelli, dez anos atrás, tenta mantê-lo no posto, mas já admite rever sua posição. O governo gostaria de ver um nome "mais próximo" do Planalto dirigindo os destinos da segunda maior empresa do País. Trata-se de um jogo delicado em que cada um dos principais acionistas (Previ, BNDES, Bradespar e a trading japonesa Mistsui) mexem suas peças para garantir seus interesses. Assim, cada um dos candidatos possui vantagens e desvantagens nessa corrida por um dos cargos mais poderosos do mundo corporativo brasileiro.
Rodolfo Landim – O que faz hoje: consultor de empresas
É um dos preferidos do Planalto. A presidenta Dilma Rousseff o conhece bem, desde a época em que ela comandava o Ministério das Minas e Energia e ele presidia a BR Distribuidora. Outra: ex-funcionário de carreira da Petrobras, enfrentaria pouca oposição de setores do PT. O que joga contra: uma briga judicial com seu ex-patrão, o bilionário Eike Batista, que mantém excelentes relações com o governo federal
Antônio Maciel Neto – O que faz hoje: presidente da Suzano Papel e Celulose
Tem a seu favor uma história de sucesso na iniciativa privada, recuperando empresas em dificuldades como a Ford e a Cecrisa. Habilidoso, agrada ao governo por ter sido funcionário de carreira na Petrobras e militado na Associação dos Engenheiros da Petrobras. Ponto contra? Falta apoio político de peso para bancar sua candidatura
Tito Martins – O que faz hoje: presidente da Vale Inco, subsidiária da empresa no Canadá
Seu nome ganhou força, pois seria uma solução bem aceita pelo mercado, que veria em sua nomeação uma continuidade da política implantada por Agnelli na empresa. Essa continuidade, porém, é exatamente o que o governo deseja evitar na empresa
Fábio Barbosa – O que faz hoje: presidente do conselho de administração do Santander
Sempre cultivou a imagem de executivo ético e preocupado com questões relativas ao social e à sustentabilidade. Isso agradaria, e muito, ao mercado financeiro. Seu nome, porém, sofreria resistência do Bradesco. É provável que o banco da Cidade de Deus não queria ver o presidente de um concorrente, o Santander, se sentar na cadeira de comando da Vale, seu principal investimento fora do setor financeiro
Rossano Maranhão – O que faz hoje: presidente do Banco Safra
Goza de prestígio junto a Antônio Palocci, ministro da Casa Civil e um dos homens mais influentes junto à presidenta Dilma Rousseff. Esse é seu trunfo. Mas talvez seja o nome que mais resistências enfrentaria de investidores locais e internacionais, pois sua indicação seria vista como prova da interferência política na Vale. Também está cotado para assumir a recém-nascida Secretaria de Aviação Civil.
(Brasil247)
sexta-feira, 4 de março de 2011 0 comentários

Por que trabalhar?

Por Dulcynardo Honorato - Estudante de Economia
 
      O trabalho tem sido desde as primeiras civilizações o retrato da exploração daqueles que dominam sobre os aqueles que são dominados. O objetivo da produção, sobretudo nesse período, tinha como motivação principal o autoconsumo, ou seja, só se aumentaria a quantidade dos bens conforme do desejo daqueles que detinham os fatores de produção. Porém, é importante ressaltar que o "trabalhador", apesar de não ser livre, possui total segurança no que diz respeito a sua subsistência. Isso quer dizer que apesar das condições difíceis traduzidas e cristalizadas pela rotina dura diário, pela baixa perspectiva de vida, pelos autos impostos, tributos etc., esse trabalhador não se preocuparia com seu consumo autônomo (aquilo que trabalhando ou não, não deixará de consumir – normalmente o alimento – básico a sobrevivência humana).
      Apensar de essa relação ter durado séculos, seu fim foi inevitável, pois os homens passaram a manter outro tipo de relação baseada no trabalho por conta das evoluções e revoluções. Mas como diria Leo Jaime. "UOO! UOO! Nada mudou. Apesar disso, toda a relação continuou parecida, porém com uma nova roupagem. HOJE SOMOS TRABALHADORES LIVRES! – TRABALHAMOS SOMENTE QUANDO QUEREMOS E SOMENTE PARA QUEM QUISERMOS. QUE COISA FANTÁSTICA! Ela, a relação, tem agora como objetivo principal a geração de lucro. Dessa maneira, fica fácil afirmar que hoje produzimos não para consumo humano, não para satisfazer nossas necessidades, mas para gerar lucro, lucro e lucro. A ideologia dominante a todo instante falsea a realidade, ou seja, nos fazem acreditar que somente através do trabalho, conseguiremos alcançar o que mais desejamos. O que seria isso hein? Que somente através do trabalho conseguiremos dignidade, respeito, confiança... Valores que noutras épocas eram conseguidos de outra maneira e não simplesmente e somente pelo trabalho. A ideologia capitalista nos faz acreditar que vencer na vida é consumir, ou seja, ter um bom carro, roupas caras, comer o que há de mais sofisticado, possuir vários aparelhos eletrônicos etc. E o que pensar daqueles que não trabalham e possui tudo isso. Será que esses indivíduos não merecem ser respeitados? Será que eles não merecem confiança? Será que não são dignos?
      É muito comum encontramos citações sobre as grandes maravilhas geradas pelas revoluções industriais. Inclusive, estamos vivendo a terceira, talvez a quarta revolução industrial... Mas não importa. O que temos que observar é que em cada uma dessas etapas, o trabalho do homem tem sido cada vez mais insignificante, ou seja, a força de trabalho do homem tem sido cada vez mais banalizada... Evolução, nos tempos modernos, tem sido conseguir acabar com postos de trabalho. Em outras palavras que dizer que automatizar a produção é fator principal e determinante para a evolução. Nossa relação com o trabalho, hoje, só contribui para isso, ou seja, acabar com o trabalho. Isso é paradoxal.
      Trabalhamos nesses moldes ainda, acredito, porque não alcançamos a maturidade necessária para propormos uma sociedade alternativa, uma fuga, um mundo "melhor", uma relação onde a distancia entre os homens seja percebida/evidenciada apenas pelo endereço. Essa grande guinada precisa ser feita urgentemente, caso contrário, participaremos ativamente das próximas revoluções industriais, ou qualquer outro nome que queriam chamar, contribuindo mais uma vez para os interesses daqueles que nos detestam. Por hora, não podemos pensar nisso, pois precisamos trabalhar...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 0 comentários

Reféns da dívida pública

Saiu no Diário Oficial da União o orçamento do governo para o ano de 2011. Do pouco mais de dois trilhões que o Executivo pretende gastar, quase 679 bilhões serão para refinanciar a dívida pública federal.

Uma vultosa monta que pesou, com certeza, na decisão do governo cortar 50 bilhões nos gastos, bem como suspender concursos públicos e defender o salário mínimo de R$ 545,00 para 2011.

Somados com os números do orçamento para os gastos com a Previdência Social, juntos os números ultrapassam mais 50% do total de gastos do Governo, restando alguns tantos bilhões para investimentos em empresas em que a União mantém controle de capital.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 0 comentários

Balança Comercial Brasileira

De acordo com essas informações extraídas(abaixo) do 'Blog do Planalto' vemos como está crescendo o fantasma do desequilíbrio da Balança Comercial. Ainda somos superavitários, mas a diferença diminui a cada mês. Por isso, o País ainda precisa fazer uma revolução para deixar de importar produtos que, muitas das vezes, é ele o exportador da matéria-prima.



A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 424 milhões em janeiro de 2011. A média diária ficou em US$ 20,2 milhões. No mês passado, as exportações atingiram a marca de US$ 15,215 bilhões. Já as importações ficaram em US$ 14,791 bilhões. Os números foram divulgados, nesta terça-feira (1/2), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Nos 21 dias úteis do período, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) foi de US$ 30,006 bilhões, com média de US$ 1,428 bilhão por dia útil. Neste resultado, segundo a Secex, houve crescimento de 25,4% em relação à média de janeiro do ano passado (US$ 1,139 bilhão) e retração de 9,9% na comparação com dezembro último (média de US$ 1,585 bilhão).

Sobre as exportações em janeiro, com média diária de US$ 724,5 milhões, por este comparativo, ficou 28,2% superior à média de US$ 565,3 milhões do mês de janeiro de 2010 e 20,3% menor que a de dezembro passado (US$ 909,5 milhões).

Enquanto isso, as importações tiveram resultado médio diário de US$ 704,3 milhões, ou seja, 22,7% maior que a de janeiro do ano passado (US$ 574,1 milhões) e 4,2% acima do resultado médio de dezembro de 2010 (US$ 676,1 milhões).

De acordo com o balanço do comércio externo, na quarta semana de janeiro, com cinco dias úteis (24 a 30), as exportações foram de US$ 3,632 bilhões (média diária de US$ 726,4 milhões) e as importações de US$ 3,654 bilhões (média de US$ 730,8 milhões). Houve, portanto, déficit de US$ 22 milhões e média diária negativa de US$ 4,4 milhões por dia útil. A corrente de comércio na quarta semana foi de US$ 7,286 bilhões, com média de US$ 1,457 bilhão.
A quinta semana do mês, com apenas um dia útil (31), teve déficit de US$ 244 milhões, com exportações de US$ 647 milhões, importações de US$ 891 milhões e corrente de comércio de US$ 1,538 bilhão.

(Blogue do Planalto)
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 0 comentários

Importações de bebidas quentes

Esquenta o clima na Assembleia por causa da polêmica mensagem do Executivo sobre a redução da alíquota de ICMS. Dentro da mensagem estão listados diversos produtos que serão beneficiados com a redução. Mas um produto em especial está causando divergência até nos aliados do Governo: a redução da alíquota para impostação de bebidas quentes.

Aumenta, ou não aumenta?

A dúvida de vários parlamentares diz respeito à possível redução do preço final do produto, que incentivaria o aumento do consumo de bebida.

O ex-secretário da fazenda do Estado Mauro Filho (PSB) afirma que não há a perspectiva de aumento de consumo no Estado, e nem nos estados vizinhos.

Mas parlamentares como Fernando Hugo (PSDB) e Heitor Férrer (PDT) não estão muito convictos com as explicações do ex-secretário.    
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 0 comentários

Pague Menos supera R$ 2 Bilhões de faturamento em 2010

A Farmácias Pague Menos já comemora seu desempenho de excelência em 2010. Um ano após se tornar a única rede varejista presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, a empresa projeta chegar ao recorde de R$ 2,2 bilhões em faturamento – um acréscimo de 21% em relação a 2009, quando contabilizou R$ 1,85 bilhão.

A rede também ultrapassou as metas de número de unidades. Abriu cerca de 50 lojas no período e superou a marca de 400 pontos de venda em mais de 140 cidades, empregando em torno de 11 mil pessoas. A média mensal de clientes atendidos passou dos 8 milhões, quase 1 milhão a mais do que no ano anterior.

"E já estamos preparados para encerrar 2012 com pelo menos 500 unidades e faturamento acima de R$ 3 bilhões. Com esse ritmo, vamos abrir capital no mesmo ano", antecipa o presidente Deusmar Queirós. O empresário lembra que a Pague Menos está entre as empresas com maior crescimento contínuo do Brasil, de 24,32% nos últimos 10 anos

A evolução realmente impressiona. Há dez anos, o faturamento atingia R$ 262 milhões. Desde então foram altas sucessivas, o que motivou a inserção da Pague Menos no rol das 250 maiores e melhores empresas do país, pelo ranking da Revista Exame. "Temos uma meta de crescimento orgânico e muito bem planejado. Para absorver o sucesso de 2010, estávamos prontos desde 2008, quando inauguramos o centro de distribuição em Fortaleza", afirma. Com investimentos de R$ 30 milhões, o CD tem capacidade para movimentar 700 mil unidades de produtos por dia, podendo chegar até 2 milhões e abastecer até 1 mil pontos de venda.

O empresário anuncia também a construção de um novo centro de distribuição para abastecer as regiões sul e sudeste. Os investimentos devem girar em torno de R$ 50 milhões.

(Comunique-se)
 
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