terça-feira, 3 de maio de 2011

O mundo sem Bin Laden

O mundo está sem o terrorista Bin Laden. Tudo bem, mas e daí? Há quanto tempo que o mundo está sem Bin Laden? Há dez anos, pelo menos? Talvez nada mude com sua morte. A fila vai andar...

Bin Laden de provável defunto tornou-se defunto oficialmente morto, agora. Nunca mais aparecerão imagens do barbudo mais procurado do mundo, nas televisões, incitando seu povo ao antiamericanismo.

À propósito, com que motivo Bin Laden aparecia naqueles vídeos? Na verdade, nada acontecia depois do seu stand up. Nenhuma bomba explodia mais do que as de costume; nenhum prédio desabou depois que ele mostrava ao mundo – Olha, ainda estou vivo! Vamos pegar uns aviões e jogar contra algumas torres-símbolo. Aquilo mais parecia Vt's gravados. Com a ajuda de vários recursos tecnológicos, aos poucos iam envelhecendo o protagonista do maior drama norte-americano.

Mas o melhor mesmo, ou o mais hilário de tudo, foi ver o Willian Bonner dizendo que a edição de ontem do Jornal Nacional foi histórica. Uma piada. Ele tentou fazer um corte do antes e depois da morte de Bin Laden; como fizeram depois da queda das torres gêmeas. Um recorte inexistente no tempo. Nada mais falso.

Até agora, o que vimos foi um sensacionalismo forçado dada a falta de imagens; sem contar a falta de entrevistas com os soldados que participaram da ação. Ficamos também sem maiores detalhes do Secretário de Defesa norte-americano, sobre a operação; ficamos sem o corpo, o principal. - Ah, mostraremos quando for oportuno. Quando será? Quando Obama estiver perdendo as eleições?

Sobretudo temos que admirar a ética que os soldados norte-americanos demonstraram (diferente dos seus compatriotas), quando se preocuparam com os devidos rituais islâmicos de sepultamento: enterrar até 24h após a morte, enrolar em lençol branco, as preces religiosas, tudo a bordo de uma mesquita de metal, o helicóptero.

Antigamente, quando os romanos capturavam o rei dos seus inimigos, o traziam preso para Roma; e esse passava às vezes anos na cidade. A execução do rei inimigo era um acontecimento público, celebrado em triunfo ao general que comandou a guerra - que na ocasião era o Cônsul de Roma, uma espécie de Presidente da República, antigamente.

Só então, aos olhos dos milhares de romanos, o rei inimigo morria, para alegria de todos. Ou seja, tinha dia, data e hora marcados para morrer. Após a execução, a cidade permanecia por quase dois meses em celebração, com banquetes e jogos.

E o general, aclamado e amado pelo seu povo, voltava a sentar na cadeira curul de Cônsul.

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