quarta-feira, 30 de março de 2011

Repórter de A Tarde pede demissão e alega censura em texto sobre Ivete Sangalo

Ontem eu publiquei uma briga, através de publicações, entre Caetano e o jornalista Tognolli; este falando sobre a 'máfia do dendê'. Uma espécie de classe privilegiada que existe na indústria cultural brasileira, capitaneados pelos artistas baianos de peso como Gilberto Gil e Caetano Veloso. A seguir, outra notícia que colabora para adicionar mais certezas sobre esse possível esquema.

Por Renan Justi e Izabela Vasconcelos
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A jornalista Emanuella Sombra, que trabalhava como repórter na revista Muito, do jornal baiano A Tarde, pediu demissão do veículo, após desentendimento sobre uma entrevista com a cantora Ivete Sangalo. Segundo a jornalista, uma parte importante da entrevista foi cortada, que falava da empresa da cantora, a Caco de Telha, e o processo envolvendo seu ex-baterista, Tonho Batera.

Por conta dos cortes em seu texto final, a jornalista pediu ao editor-chefe Ricardo Mendes, responsável direto pela edição de sua entrevista com a cantora, que retirasse sua assinatura da publicação. Entretanto, o editor preferiu manter o nome da repórter na publicação, o que foi decisivo na escolha de Emanuella ao pedir demissão.

O objetivo da pauta, segundo a jornalista, era promover o Troféu Dodô & Osmar, evento organizado pelo jornal A Tarde e que terá Ivete Sangalo como mestre de cerimônias.

"Se um jornal tem em mãos um material de relevância jornalística e decide não publicá-lo para não correr o risco de ferir suscetibilidades ou atender a qualquer outro interesse que não o de informar, nada mais faz do que pôr em risco a própria credibilidade. Da minha, eu não abro mão", responde a repórter.

Posição do jornal
Para a direção do jornal A Tarde, o conteúdo retirado da entrevista não era exclusivo, conforme afirmava Emanuella, e apresentava inconsistências. "O assunto editado na entrevista de Ivete Sangalo trazia informação inconsistente, sobre tema já veiculado pelos jornais do Grupo A TARDE, inclusive com chamadas em primeiras páginas, assim como na mídia nacional. Na avaliação dos editores, não havia novidade", explica Ricardo Mendes.

A respeito do pedido de demissão, o editor-chefe disse respeitar a decisão da jornalista, mas acredita que sua escolha "parece uma provocação sem sentido de quem não tinha interesse em permanecer na empresa", conclui.

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