quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Jornalismo científico

O que o Wikileaks propõe é "publicar sem medo fatos que precisam ser tornados públicos", conforme afirmou o seu criador, o australiano Julian Assange. Segundo Assange, as corrupções instaladas em governos impedem que a imprensa possa fazer seu trabalho de reportar a verdade das notícias. E como driblar, então, esses políticos que não desejam que seus espúrios atos sejam objeto de conversa na sociedade? Simples, assim como no passado, a tecnologia seria a resposta para criar as ferramentas que driblariam esse 'escudo': as salas e gabinetes das instituições ditas públicas.

"A ideia concebida na Austrália era usar as tecnologias da internet de maneira a reportar a verdade. O Wikileaks cunhou um novo tipo de jornalismo: o jornalismo científico. Nós trabalhamos com outros suportes de mídias para trazer as notícias para as pessoas, mas também para provar que essas notícias são verdadeiras. O jornalismo científico permite que você leia as notícias, e então clique num link para ver o documento original no qual a notícia foi baseada."

Em linguagem da Comunicação, seria a oportunidade dos receptores serem ao mesmo tempo os que leem, e os que emitem as mensagens, pois tendo acesso ao documento, outras pautas podem surgir do mesmo documento, lido por diferentes pessoas, e daí surgir inúmeras formas de abordar o mesmo assunto. Nunca mais teríamos a via de acesso único. Nunca mais seriamos apenas os receptores de notícias, muitas das vezes repletas de outros interesses que não o de informar, pois o Wikileaks "pretende ser o grande banco de dados de informações sensíveis aberto às massas", como quer definir Tiago C. Soares em seu artigo intitulado 'Como o Wikileaks vem transformando jornalistas em decifradores de código', publicado no sítio www.comciencia.com.  

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