Sentado no divã do psicanalista fiquei olhando com curiosidade as formas esquisitas suspensas nas paredes daquele escritório.
Formas caricatas de pessoas; não... de pessoas não... de almas... sim... eram almas que eu via por detrás das caricaturas daqueles rostos em miscelânea.Todos os rostos tinham expressões parecidas, pomposas, distintas... mas de certa forma não se assemelhavam quando se enxergava atentamente. Uns seguravam certos papéis enrolados com fitas de cetim; enquanto outros ostentavam anéis vultosos.
Fiquei a olhá-los demoradamente.
Tinham um ar muito aristocrático - como deve ser comum às profissões que representavam. Nas posições em que estavam pintados e na forma como indagavam para si mesmo as mais relevantes questões do mundo, tive até receio de que em algum momento seus olhos percebessem os meus. Então sai da sala.
Depois fiquei pensando em entrar em contato com algum artista que pintaria quadros parecidos para ornar a parede do quintal da minha casa. Onde pretendo mandar construir uma churrasqueira de alvenaria e reunir os amigos para conversarmos sobre as coisas boas da vida.

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