domingo, 25 de janeiro de 2009 1 comentários

Plim Plim para o estado de São Paulo.

A campanha de José Serra para alcançar a tão sonhada Presidência da República parece já ter começado faz tempo. Fica evidente agora para todos quando se ver, ao ligar a televisão, propagandas em rede nacional, na rede Globlo, de programas de saneamento básico da Sabesp do estado de São Paulo. Mais do que um claro sinal de arrogância paulista - a grande metrópole que puxa a reboque os outros estados brasileiros rumo ao desenvolvimento. o fato nos permite fazer a inocente pergunta sobre os enormes custos para uma veiculação dessa amplitude de uma propaganda, que a rigor deveria ficar nos limites territoriais do Estado. A população de São Paulo e a sua respectiva Assembléia Legislastiva estão atentas a isso? Ou ambas estão unidas para ver a qualquer custo o país voltar a ser governado por um paulista? Não esquecendo que ainda ocorrerá prévias no PSDB (Partido Social Democrata Brasileiro) para a escolha de quem sairá em disputa à presidência. Há ainda o mineiro Aécio Neves, que apesar de ter menos espaço dentro do partido, ainda é sem sombra de dúvidas, e por conta do adversário ser quem ele é, o mais simpático aos olhos dos brasileiros. Já que o sr. José Serra já mostrou a todos nós brasileiros sua intenção de chegar mais uma vez a presidência do nosso Brasil, cabe-nos retribuir a contrapropaganda que lhe faz jus.
sábado, 3 de janeiro de 2009 1 comentários

Israel

Dezembro 31, 2008 Por José Saramago

Não é do melhor augúrio que o futuro presidente dos Estados Unidos venha repetindo uma e outra vez, sem lhe tremer a voz, que manterá com Israel a “relação especial” que liga os dois países, em particular o apoio incondicional que a Casa Branca tem dispensado à política repressiva (repressiva é dizer pouco) com que os governantes (e porque não também os governados?) israelitas não têm feito outra coisa senão martirizar por todos os modos e meios o povo palestino. Se a Barack Obama não lhe repugna tomar o seu chá com verdugos e criminosos de guerra, bom proveito lhe faça, mas não conte com a aprovação da gente honesta. Outros presidentes colegas seus o fizeram antes sem precisarem de outra justificação que a tal “relação especial” com a qual se deu cobertura a quantas ignomínias foram tramadas pelos dois países contra os direitos nacionais dos palestinos.

Ao longo da campanha eleitoral Barack Obama, fosse por vivência pessoal ou por estratégia política, soube dar de si mesmo a imagem de um pai estremoso. Isso me leva a sugerir-lhe que conte esta noite uma história às suas filhas antes de adormecerem, a história de um barco que transportava quatro toneladas de medicamentos para acudir à terrível situação sanitária da população de Gaza e que esse barco, Dignidade era o seu nome, foi destruído por um ataque de forças navais israelitas sob o pretexto de que não tinha autorização para atracar nas suas costas (julgava eu, afinal ignorante, que as costas de Gaza eram palestinas…) E não se surpreenda se uma das suas filhas, ou as duas em coro, lhe disserem: “Não te canses, papá, já sabemos o que é uma relação especial, chama-se cumplicidade no crime”.

 
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