Há, nitidamente, dois países dentro do Brasil: um que já é considerado um país de primeiro mundo, e outro, menos atrativo, considerado por muitos um país atrasado do terceiro mundo. O que está no primeiro mundo goza de prestígio internacional de proporções inimagináveis há alguns anos atrás; tem a oitava economia do planeta; podendo alcançar a quinta posição, logo que o pré-sal comece a jorrar da terra, para a alegria dos que estão no topo da pirâmide especulativa do mercado financeiro. E como se dá essa disparidade? O país está nitidamente, dentro do hall dos que mais avançaram, tecnologicamente e economicamente. Polarizaram-se os mercados que compram os produtos brasileiros, acabando, assim, a hegemonia norte- americana, de únicos compradores potenciais. Onde estiver uma economia forte, lá estará um empresário brasileiro, ou mesmo o Estado brasileiro, fazendo acordos, fechando negócios de milhões de dólares. O outro, vive uma realidade que já dura, anos e anos de enorme descaso social, agravado pelo paradigma totalizante do viés mercadológico e financeiro. A distribuição de renda caminha a passos de bicho-preguiça com relação aos enormes avanços econômicos. Caracteriza-se, assim, um país com um PIB fabuloso, de país desenvolvido, mas por outro lado a marca do terceiro mundo de maneira cruel e desumana.
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