Um colo. Uma mão firme e saudável para segurar esse corpo doente. O último fim de semana foi catastrófico para mim. Catastrófico em parte. Caí doente terrivelmente como a muito não acontecia, mas tive a companhia deliciosa de minha esposa Emanuelle a afagar meu corpo febril, velar meu sono, me dar remédios e cuidar de mim. A doença que me deixou de cama por dois dias foi heroicamente suportada, pois tive por perto, uma atenção carinhosa que me fez torcer, sem qualquer autopiedade, para que a dor e o frio do meu corpo não me abandonassem naquele momento; eu curti dois dias de mimos e cuidados de fazer inveja a qualquer criança. Bem antes de o mundo tomar conhecimento da Gripe Suína, ou Gripe Mexicana ou simplesmente Gripe A (H1N1), eu pensava, curiosamente, na penumbra do meu quarto, deitado numa cama úmida, com a porta do quarto sempre entreaberta, na ideia de que todos deveriam ter essa mesma sensação que eu estava vivendo agora: o corpo com febre, sem força, mas por dentro, imensamente feliz por ter alguém, ali, sempre ao meu lado, me estendendo a mão me perguntando se eu não estava melhorando.
sábado, 30 de maio de 2009
Eu: mais um caso de gripe. Que ótimo!
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