quinta-feira, 20 de novembro de 2008 1 comentários

A Paz que queremos.

Um dia desses, uma amiga veio-me com o seguinte questionamento existencial: - Às vezes me sinto bem cansada em lutar, lutar e lutar...Será que nós nunca conseguiremos paz? Dei como resposta a seguinte explicação que considerei razoável: A paz é uma conceito utópico que o ser humano inventou para passar os míseros anos de sua vida a almejar; assim como a própria felicidade. A esperança do ser humano é que a paz e a felicidade durem o mesmo tempo em que durar a sua existência aqui na terra. Desejos apenas. Mas necessários, pois contrapõe à uma realidade dura e de constante batalha. São coisas inexistentes, metafísicas, ou seja, apenas um conceito. Se formos passar a vida inteira a perseguir esses conceitos, como o poeta persegue palavras novas para exprimir o seu penoso modo de ver a vida, não viveríamos a vida realmente.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008 1 comentários

Dantas não contava com essa!

Tomemos como exemplo esse extraordinário juiz Fausto De Sanctis que abdicou temporariamente da vaga para desembargador para, com pulso firme, sem esmorecer, levar adiante o processo que pode colocar definitivamente o banqueiro Daniel Dantas na cadeia. Um brasileiro correto, um republicano capaz de encher de vergonha muitos brasileiros que prezam pela falta de patriotismo e orgulham-se de trazer, desde o berço, a inclinação para as coisas escusas.
sábado, 8 de novembro de 2008 0 comentários

Nova Ordem

Há quem acredite em uma nova ordem econômica mundial. A teoria neoliberal do mercado sem regulação mínima nas suas suspeitas transações comerciais pode dar lugar a uma intervenção mais forte do Estado na economia. Se economistas, empresários e banqueiros se dessem conta que se o Estado garantisse ao cidadão o seu direito à saúde, educação e transportes de qualidade, inevitavelmente sobraria mais dinheiro no bolso para o consumo, aquecendo o mercado interno e desenvolvendo a nossa indústria, uma procura maior de crédito com menos riscos à inadimplência enfim, um círculo virtuoso de prosperidade. A quem interessa uma saúde gratuita de qualidade? A todos, menos os donos de Planos de saúde. A quem interessa uma educação gratuita de qualidade? A todos, menos para essas instituições de ensino que brotam em cada esquina que com muito sacrifício, apesar de tudo, tem baixíssimos resultados na avaliação do MEC. A quem interessa um transporte de qualidade? A todos, menos os cartéis das famílias que controlam os transportes da nossa cidade.

No fim dos anos 90 e início dos anos 2000, vimos o auge da prática da entrega do patrimônio público através das privatizações – bem obscura por sinal e responsável por aparecimento de verdadeiros Ali-Babás da vida republicana, como Daniel Dantas – favorecendo de certa forma, em alguns setores privatizados, uma melhora qualitativa dos serviços; mas não disponibilizando serviços básicos gratuitamente, o cidadão tem que se preocupar, no fim do mês, com contas que poderiam ser substituídas facilmente por consumos para melhorar seu padrão de vida injetando seu dinheiro no mercado, colocando óleo na engrenagem cada vez mais enferrujada da economia neoliberal.
 
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