segunda-feira, 13 de outubro de 2008 0 comentários

Lula um grande estadista?

Em época de crise e do esforço conjunto dos principais lideres dos países europeus e dos EUA para não deixar o mundo entrar na maior recessão das últimas décadas, cabe uma reflexão sobre a grande oportunidade que o presidente Lula tem de se afirmar, além de um presidente voltado para o lado social, de um grande estadista. A estatização dos bancos, mesmo que temporária, contrariando a ideologia neo-liberal de intervenção mínima do estado na regulação da economia, dará ao nosso líder metalurgico a chance de provar para todos aqueles que depositaram esperança quando o elegeram pulso firme para diminuir os efeitos negativos dessa iminente crise financeira aqui no nosso país.
sábado, 11 de outubro de 2008 0 comentários

Ler Machado de Assis

É sempre bom ler Machado de Assis. Quando temos o prazer de termos em mãos e passear docemente a vista, não só pelo seus romances, mas por seus contos também, notamos não só um crítico tenaz da sociedade moderna; notamos um profundo conhecedor da alma humana. O ser humano em sua complexidade: nos desvarios do amor ou nos atos nada morais do rancor e do ressentimento.
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Cobertura da crise: sobra sobe-desce, falta análise

Por Alberto Dines.

Catástrofes geralmente propiciam grandes coberturas porque os jornalistas são sensíveis e diante de grandes acontecimentos combinam emoção e competência. Mas a cobertura do desastre financeiro internacional, embora maciça e intensa, não pode ser incluída entre os melhores momentos do jornalismo. Sobretudo aqui no Brasil.

A mídia impressa tem sido a mais prejudicada porque está fixada no sobe-desce das cotações. Como as bolsas do mundo abrem e fecham praticamente o dia inteiro e existe um intervalo de pelo menos seis horas entre a preparação da manchete e a entrega do jornal nas mãos do leitor, fica visível o descompasso entre o acontecido na véspera e a situação na manhã seguinte.

O jornalismo digital, em tempo real, seria teoricamente o mais ágil e preciso se não dependesse principalmente do que sai nos jornais. Com equipes reduzidas, sua vantagem limita-se à capacidade de acompanhar o dispara-despenca das cotações em todo o mundo.

A numerologia pura e simples pode ser maçante para o não-especialista. Estes são senões estruturais, mas há também disparates. Para mostrar serviço, um jornalão despachou um comentarista para a Europa esquecido de que esta é uma crise global que se desenrola simultaneamente em todos os quadrantes, com fatos amplamente divulgados.

O que o leitor quer é análise, conhecimento de causa, capacidade de fazer conexões, perspectiva histórica e, sobretudo, honestidade intelectual. Delfim Neto, ex-czar da economia do regime militar, no seu artigo de hoje no DCI - Diário de Comércio, Indústria & Serviços, garante que o Brasil cresce pelo menos 4% no período 2009-2010. Isto pode até acontecer, mas fazer tal afirmação hoje é propaganda enganosa.

sábado, 4 de outubro de 2008 0 comentários

Eleições

Neste domingo , dia 5, se realizarão as eleições para escolher prefeitos e vereadores de todos os munícipos da federação; e noto, desanimado, a falta de empolgação política da minha cidade. Tal entusiasmo que notávamos estampado no rosto e corações da nossa juventude de então, não se repetiu dessa vez nessa eleição. Momentos de confronto entre adversários foram registrados. Inclusive algumas bem acirradas, partindo mesmo para o confronto físico. Mas aquela grande mobilização popular, onde se travavam batalhas ideológicas nas ruas e bares da capital cearense, nem chegou aos pés do que foi nas eleições à quatro anos atrás; claro que tudo se deve ao fato das pesquisas apontarem a atual prefeita em larga vantagem em relação aos seus adversários. Nada comparado à eleição passada, quando todos assistiam atônitos a escalada triunfal da candidata Luizianne Lins, correndo por fora, e alcançando o segundo turno de forma firme e competente; competência que se afirmou no segundo turno quando saiu vitorosa e derrotando o candidato Moroni Torgan. Se as pesquisas se confirmarem haverá a possibilidade dela ser reeleita já no primeiro turno. O bom momento do Brasil, e a popularidade enorme do presidente Lula, repercurtiram em quase todos os municípios; e aos prefeitos atuais, da oposição ou da base governista, restou um bom ambiente político para garantirem sua reeleição.
 
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