Quando tudo vai bem os gritos são dos liberais: deixemos o mercado realizar suas bem-feitorias para a sociedade e não admitamos em hipótese alguma a intromissão do Estado na economia!
Essa é a frase que mais ouvimos dos liberais espalhados pelas economias capitalistas pelo mundo afora.
Hoje constatamos que não é bem assim; o mercado tem suas regras próprias, mas se deixadas nas mãos de loucos especuladores agressivos, que já fizeram tantos estragos nas economias de diversos países, o resultado é um desastre financeiro em cadeia que sem a intervenção do Estado, isto mesmo, o Estado!, seria a bancarrota do país.
Estamos vendo esse fenomeno, quem diria, no país da economia mais liberal do mundo: os Estados Unidos.
A estatitazação das duas maiores companhias hipotecárias do país, coloca em xeque a teoria ultra- liberal que não aceita de maneira alguma a influência do Estado.
Quando estão por cima, tudo bem! Mas quando não estão, o Estado ( leia-se o povo) se vê forçado a intervir, para o estrago não ser ainda maior para todo o resto da economia do país.
Quem não está acompanhando o caso da prisão-liberdade-prisão do banqueiro Daniel Dantas, está perdendo a oportunidade de acompanhar algo mais intrigante e emocionante: o racha da Polícia Federal entre o delegado Protógenes Queiroz e o diretor da polícia federal Luis Fernando Correa.
Este competente delegado foi até o fim das investigações que culminou com a prisão de Dantas, sem o apoio do diretor geral que lhe retirou toda a logística da operação.
No texto chamado 'Intestinos do Brasil' o jornalista Bob Fernandes dá detalhes primorosos sobre essa questão que é notícia nos principais veículos de comunicação do país.
Leia a íntegra do texto de Bob Fernandes aqui
O fato de que Rico não fica preso no Brasil já extrapola o limite da decência. Há mais motivos, entre o céu e a terra, para essas pessoas não ficarem preso do que pode suportar nossa vã paciência. No site-blog do Noblat tem até promoção de um IPod, para aquele que adivinhasse quanto tempo Daniel Dantas ficaria preso. Eu, cético como sou também da prisão desses sujeitos, arrisquei 32 horas de cárcere para o dito cujo; errei, ficou mais tempo. Mas também não muito mais que isso.
Eu poderia fazer esse tipo de enquete como um cidadão que já vem desconfiando, mais ou menos, dos truques sujos, das artimanhas do toma-lá dá-cá das entranhas do poder; mas o Noblat é um jornalista superinformado, até um dos mais informados do país; se fosse o caso dele saber o porquê que Daniel Dantas ficaria tão pouco tempo preso, deveria, como jornalista, divulgar os motivos para esclarecer-nos; nós simples mortais que somos sem acesso a informação privilegiada.
Lí no excelente blog do Nassif ( o link está aí do lado como sugestão) a vergonhosa maneira de se fazer jornalismo na revista Veja. Assassinato de reputação é o método que a dita revista emprega para atacar seus inimigos. Ela difama sem nenhum pesar de consciência, homens de condutas irrepreensíveis e ilibadas que ao menor indício de ligação com o Partido dos Trabalhadores(PT) - que a Veja considera a personifacação do Mal aqui na terra - é o bastante para se fazer uma campanha de extermínio de sua imagem.
A revista tem matérias legais, bem elaboradas; mas nesses útlimos tempos tem deslizado em condutas éticas de deixar qualquer estudante de jornalismo de cabelos em pé.
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