segunda-feira, 30 de junho de 2008 1 comentários

A lei seca

Tolerância zero para os que gostam de pegar o carro e sair no fim de semana para tomar umas e outras com seus amigos por aí. Se for pego, é multa e apreensão da carteira. A multa é pesada, assim como a própria significação da expressão 'Tolerância Zero'. Diariamente assistimos reportagens sobre flagrantes de pessoas, jovens na sua maioria, que ainda não tomaram consciência da seriedade dessa lei. Há, acredito, céticos que acham que por ser rigorosa demais, essa lei não vingará. Torço pra que isso não aconteça. Pois se chegamos ao ponto de sermos tão rigorosos quanto a questão Álcool x Direção, isso refletiu apenas a urgência de termos um trânsito menos violento.
sábado, 21 de junho de 2008 0 comentários

Uísque e mulher ranzinza

Eu tinha doze garrafas de uísque na minha adega e minha mulher me disse para despejar todas na pia, porque se não...

- Assim seja! Seja feita a vossa vontade, disse eu, humildemente. E comecei a desempenhar, com religiosa obediência, a minha ingrata tarefa.

Tirei a rolha da primeira garrafa è despejei o seu conteúdo na pia, com exceção de um copo, que bebi.

Extraí a rolha da segunda garrafa e procedi da mesma maneira, com exceção de um copo, que virei.

Arranquei a rolha da terceira garrafa e despejei o uísque na pia, com exceção de um copo, que empinei.

Puxei a pia da quarta rolha e despejei o copo na garrafa, que bebi.

Apanhei a quinta rolha da pia, despejei o copo no resto e bebi a garrafa, por exceção.

Agarrei o copo da sexta pia, puxei o uísque e bebi a garrafa, com exceção da rolha.

Tirei a rolha seguinte, despejei a pia dentro da gar­rafa, arrolhei o copo e bebi por exceção.

Quando esvaziei todas as garrafas, menos duas, que escondi atrás do banheiro, para lavar a boca amanhã cedo, resolvi conferir o serviço que tinha feito, de acordo com as ordens da minha mulher, a quem não gosto de contrariar, pelo mau gênio que tem.

Segurei então a casa com uma mão e com a outra contei direitinho as garrafas, rolhas, copos e pias, que eram exatamente trinta e nove. Quando a casa passou mais uma vez pela minha frente, aproveitei para recontar tudo e deu noventa e três, o que confere, já que todas as coisas no momento estão ao contrário.

Para maior segurança, vou conferir tudo mais uma vez, contando todas as pias, rolhas, banheiros, copos, casas e garrafas, menos aquelas duas que escondi e acho que não vão chegar até amanhã, porque estou com uma sede louca ...



Este texto é do inigualável Apparício Torelly, (o "Barão de Itararé), que também usou o pseudônimo de "Apporelly". Jornalista com humor desconcertante e como nas palavras dele próprio: "campeão olímpico da paz", "marechal-almirante e brigadeiro do ar condicionado", "cantor lírico", "andarilho da liberdade", "cientista emérito", "político inquieto", "artista matemático, diplomata, poeta, pintor, romancista e bookmaker"


segunda-feira, 16 de junho de 2008 1 comentários

Ô cumpade, vamu jogá porrinha que é mió.


Bom, como aqui é um espaço também para cultura, quero deixar registrado a derrota do Brasil para o Paraguai pelo placar de dois a zero. Para os brasileiros mais entusiastas do futebol canarinho, foi uma derrota vexatória. Ficou claro, pelo menos para mim, que atravessamos uma fase escassa de bons jogadores - tudo bem temos bons jogadores, mas isso qualquer seleção média tem - mas é visível que vivemos uma crise de craques. Essa geração é infinitamnte inferior à que perdeu a última copa, e essa mesmo já uma decadência da anterior; os que ainda se destacam, só jogam bem em seus próprios clube.

Vejamos as coisas como elas realmente são; camisa, tradição, nome...isso nunca ganhou jogo.

Ouvi até narrador dizer que o Brasil não tem o direito de jogar na defesa e receber pressão. Quer dizer então que o outro time adversário tem o dever de não atacar o Brasil? Que absurdo! Somente esses narradores anacrônicos não percebem que a história anda e que é bom ficar de olhos bem atentos ao presente, pois pode ser que seja ultrapassado até mesmo no seu próprio continente.
domingo, 1 de junho de 2008 0 comentários

De malas prontas para a Califórnia.

Confiram esse pequeno trecho do relatório semestral da WAN (Associação Mundial de Jornais) sobre a liberdade de imprensa: "A liberdade de imprensa está gravemente ameaçada, especialmente devido à corrupção na América Latina, aos regimes autocráticos no Oriente Médio, aos conflitos na África, aos Governos hostis na Ásia, e às ameaças de mortes e perseguição judicial na Ásia Central e na Europa" Perceberam algo? Se você está bem atento deve ter percebido que o relatório faz um giro pelo mundo, onde analisa as dificuldades impostas à Liberdade de Imprensa e seus principais entraves para que isso ocorra. Mas detalhe: parece que nos EUA tudo anda bem. A liberdade lá deve ser uma maravilha! Tudo deve funcionar corretamente como deve ser. Lá, com certeza, os jornalistas não recebem pressão de políticos influentes ou organizações financeiras poderosas. A realidade deve ser outra. A própria imprensa é um monopólio financeiro controlado pelo respeitado senhor Ralph Murdoch; este, imprime em suas diversas mídias que controla, seu caráter e sua personalidade. Para o bem ou para o mal. Salve os isentos jornalistas estadunidenses!
 
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