Faz quanto tempo que eu não curto uma noite por aí? Hoje não tem conversa. Vou sair com meus amigos. Ah, será que ela irá também? Será que Emanuelle estará lá com aquele mesmo sorriso que me fez noites inteiras arder em desejos? Conversaremos a noite toda novamente, e nos copos alternando entre cheio e vazio acalmaremos nossas dores entre confissões mútuas. Admitiremos, consternados, que o problema do mundo é que os seres humanos entendem menos de convivência dos que os generais entendem de Guerra, por isso que nós, os pacifistas, sempre perdemos no esforço de unir as pessoas. Sete horas da noite. Quase na hora. Calço os sapatos rápido: ainda tenho que passar na casa da minha mãe pra ver se está tudo em ordem com Arthur; se minha mãe está precisando de algo para ficar com ele esta noite. Arthur tem um ano e um mês. Um relacionamento rápido com uma pessoa. E desse relacionamento, um presente pra vida inteira. A mãe seguiu seus desejos. Uma coisa muito nobre, se não fosse o filho que ela deixou para trás. Pergunto a minha mãe se ele está dormindo.
– Aquele ali dormir? Parece o pai, gosta da noite. Dei agora mesmo um biscoito para ele comer. Acordou com fome.

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