segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Lembranças
Noite calma e fria. A espessa porta de madeira da cozinha está entreaberta para o pátio; a lua é senhora da noite misteriosa que está lá fora; a sua bela luz azulada reflete em cada pensamento do menino uma consternação doce; a brisa que vem de fora trás o cheiro da mata molhada e uma leveza perfumada entra por suas narinas; ele quer ser parte de tudo isso que está aí; abre a porta e a noite lhe invade; desce os degraus que dá para o pátio e pára. No pátio iluminado, lágrimas lhe descem naturalmente; esboça um pequeno sorriso no canto da boca, ligeiramente trêmulo. Abre os braços, agarra-se a terra; chora com mais força agora; amanhã ele será um homem...
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