sexta-feira, 3 de junho de 2011

A Copa é no Brasil? Imagina!

Quando converso sobre a Copa 2014 no Brasil, e sempre escuto alguém dizer que acredita muito pouco que 'dê' tempo que a mesma ocorra, sempre lhes digo: - não duvide dos brasileiros, mesmo em cima da hora, tudo se resolve.

Quem sabe se essas pessoas não são daquelas que se encaixam no perfil 'no último dia eu vou...' 'amanhã eu faço...', inerente ao nosso caráter, e ficam torcendo contra, num pessimismo sem fim, para que a Copa não se realize no País do Futebol?

Mas entendo seus pessimismos. É por segurança. Estão cansados de frustrações no âmbito pessoal, ou mesmo no âmbito social, e repassam, irresponsavelmente, esse modo de pensar para seus filhos, que por sua vez repassam para seus netos, que por sua vez, em algum dia, vai importunar seus amigos ou colegas, no cafezinho da empresa, com tanta negatividade, que respirar perto deles será um exercício de complexa sobrevivência.

E quando colocam argumentos políticos, então... O discurso fica enviesado, desinforme, sem a consolidação necessária para entender a realidade. Mas, tudo bem, quem disse que essas pessoas precisam entender de política? Quem disse que elas precisam ficar informadas ou apreenderem todos as nuances da realidade? Não é necessário tanto. Apenas o básico. Porém, o básico do que conseguem captar deixam-nas apreensivas e pessimistas, frente à magnificência das vultosas obras que a Copa impôs ao Brasil.  

Para embasar os espíritos menos otimistas, há uma tese de que o atraso da entrada da iniciativa privada, no controle dos aeroportos brasileiros, não dará proporcionará celeridade para que esses sejam modernizados e expandidos. Não acredito nessa tese. Se a iniciativa privada entrar nesse negócio com certeza trabalhará em paz - e sem ataques diários da mídia e sua quase sempre equivocada manchete: Caos Aéreo no Brasil; um panfleto eletrônico da imprensa de tempos atrás, para promover a privatização dos aeroportos.

Mas despido de qualquer paixão, essa é uma ótima notícia para nós. Entendo que o Governo precisa garantir nossa soberania em assuntos estratégicos para o país, como é o caso do petróleo; mas não há problema em deixar que outros setores se desenvolvam fora do Estado, intervindo aqui e acolá, com agências reguladoras, exigindo serviço de qualidade, para que não ocorra como muitas vezes ocorre, com os inúmeros problemas de serviços fornecidos por empresas privadas.

Daqui a bem pouco tempo estaremos comprando ingressos para assistir aos jogos do Brasil, e tudo, mais uma vez, fará parte do esquecimento sadio do povo brasileiro.

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