quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O caso da garçonete Marilene Gomes dos Santos

por Hamilton Sobreira

Advogado

Definitivamente nos acostumamos com a violência. A jovem de 23 anos havia feito três B.O.´s contra seu ex-namorado Flávio da Silva porque estava com medo ante as ameaças de violência ou promessa de mau futuro, o que de fato veio a se concretizar.

 

Descaso? Não é nada? A menina está exagerando? Quem julgou? De quem é a culpa? De um desequilibrado homicida/suicida? Ou de um sistema desequilibrado?

 

Pasmem não só com isso, mas com o fato que testemunhas viram os dois se dirigindo ao matagal da Sapiranga (bairro de Fortaleza). Acharam isso comum? Não estranharam a ação? É... perdemos o poder de assombro.

 

Um vigia próximo ao local ouviu tiros - Ah! não há de ser nada. Tiro? ah, isso é só o que tem por aqui, moço.

 

Essa frase não saiu da boca do vigia, mas podemos imaginar algo nesse sentido. Interessante que quem realmente foi em busca da jovem garçonete foi um primo e um amigo com seu cachorro de estimação. Policia com cães farejadores? Ah, isso é coisa de CSI, mas meu cãozinho esse sim é valente.

 

E se?... E se??... O "se" já foi, não adianta. B.O. Pra que? Testemunha? Só depois que o crime ocorre.

 

Definitivamente perdemos a capacidade de assombro.

 

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